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segunda-feira, 20 de junho de 2016

Polícia Civil está em greve, diz sindicato. Estado não comenta a mobilização

Resultado de imagem para greve pc mg Orientação da categoria é para delegacias deixarem apenas 30% do efetivo trabalhando. Na pauta de reivindicações estão equiparação de salários e pagamento do auxílio vestimenta





 postado em 20/06/2016 11:27 / atualizado em 20/06/2016 12:02





A greve anunciada pelo Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (Sindpol/MG) começou na manhã desta segunda-feira, segundo os representantes da categoria. De acordo com o diretor administrativo financeiro do sindicato, José Maria de Paula, já estão chegando comunicados de unidades com apenas 30% do pessoal trabalhando.

“Fiz contato com cidades do interior como Divinópolis (Centro-Oeste), Uberaba, Uberlândia (Triângulo Mineiro), Juiz de Fora (Zona da Mata) e Montes Claros (Norte), além de Vespasiano e Nova Lima (Grande BH) e recebi notícias que a paralisação começou às 8h30 de hoje”, afirma o diretor.

Em Belo Horizonte, segundo José Maria, são mais de 800 unidades policiais que podem ser atingidas. “A orientação do sindicato é para que unidades como as delegacias da Mulher e do Idoso não reduzam o atendimento para atender os casos de Lei Maria da Penha e agressões contra idosos”, acrescenta o gestor. Em Araxá, no Alto Paranaíba, a Delegacia Regional vai funcionar em horário reduzido por conta da paralisação, de 14h às 16h40.

Segundo a chefia da Polícia Civil, durante o movimento grevista é “obrigatória a manutenção de serviços essenciais, especialmente o recebimento de todos os casos de flagrante e termo circunstanciado de ocorrência (TCO), devendo ser observados os milites legais existentes para este tipo de movimento”, diz a corporação em nota. A assessoria da PC informou que não vai repassar dados sobre o tamanho da adesão à paralisação.

A categoria exige equiparação dos salários de investigadores e escrivães aos vencimentos dos peritos, além da equiparação dos valores recebidos por delegados aos valores dos defensores públicos. Outra questão importante levantada pelos sindicalistas é o não pagamento do auxílio vestimenta, que deveria ter sido pago na folha de abril. Porém, isso ainda não aconteceu, enquanto os policiais militares já receberam o mesmo benefício.

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