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Malú Damázio mdamazio@hojeemdia.com.br 17/01/2019 - 07h57 ...

sábado, 12 de setembro de 2015

Estudante de 18 anos dá uma surra na professora por considerar que era "uma chata"

 PM, jovem alegou que foi provocada e que a professora é 'insuportável'.

Diretora afirma que aluna é problemática; ela poderá trocar de escola.

Anna Lúcia Silva e Ricardo WelbertDo G1 Centro-Oeste de Minas
Uma professora de 31 anos foi agredida por uma estudante durante a manhã desta quinta-feira (10) na Escola Estadual Henrique Galvão, no Bairro São José, em Divinópolis. Segundo a Polícia Militar (PM), a autora do crime é uma jovem de 18 anos, que teve um ataque de fúria quando a professora pediu que ela se retirasse da sala de aula por mau comportamento. A direção da escola informou que a aluna será transferida para outra unidade.

Ainda segundo a PM, a professora disse que dava aula para uma turma do 9º ano do ensino fundamental quando a jovem começou a perturbar a aula. "Ao receber uma advertência, a estudante começou a gritar e a dizer que não obedeceria à professora, que então pediu que a jovem saísse da sala. A aluna saiu, mas algum tempo depois voltou dizendo que continuaria naquele local e prejudicando o trabalho da professora", informou a PM.



Veja o video.
A professora recebeu tapas, empurrões, puxões de cabelo e foi derrubada no chão.
Polícia Militar
Com a continuidade do problema, a professora pediu novamente à aluna que saísse da sala.
No Boletim de Ocorrência consta que "neste instante ela passou a ameaçar a professora e a agredi-la após receber outras advertências". Diz também, que a professora recebeu tapas, empurrões, puxões de cabelo e foi derrubada no chão. Contudo, a docente não precisou ser levada ao hospital por causa dos ferimentos.
Por causa da briga, a PM foi chamada. "Com a chegada da nossa guarnição ao local, a aluna estava exaltada e fez ameaças de morte à professora, dizendo a todo o momento que quando saísse da delegacia iria matar a vítima", contou a PM.
Por causa da agressão e das ameaças, a jovem foi presa e levada para a delegacia da Policia Civil. Ainda conforme a PM, ela precisou ser algemada porque continuou exaltada.
A aluna tem dificuldade em seguir regras, já fez coisas parecidas em outras escolas e já responde na Justiça.
Neide Madeira, diretora escolar
Em depoimento, a estudante classificou a professora como "insuportável" e disse que não queria agredi-la, mas foi provocada a fazer isso. Depois de ser ouvida na delegacia, a jovem foi liberada.
De acordo com a diretora da escola, Neide Madeira, a professora agredida exerce a função há seis anos e atua na escola há cerca de um ano. Ela afirmou que foi a primeira vez que a profissional foi agredida por um estudante.
"Esta é uma escola tranquila, que nunca teve caso de briga nem entre alunos, quanto mais com o professor. A aluna que a agrediu está na escola há um ano, encaminhada por um juiz. Ela tem dificuldade em seguir regras, já fez coisas parecidas em outras escolas e já responde na Justiça", afirmou Neide Madeira.
Providências
A Secretaria de Estado de Educação (SEE) informou que a Superintendência Regional de Ensino (SRE), em Divinópolis, já acompanha a situação. "A direção da escola tomou todas as medidas cabíveis e informou sobre o incidente à SRE, que enviou uma equipe para apurar o caso e oferecer o suporte necessário. A inspetora da SRE se reuniu com a diretora da escola e a mãe da estudante para uma conversa sobre a situação da aluna. A mãe solicitou a transferência da filha e foi orientada, caso seja sua vontade, a procurar o Centro Estadual de Educação Continuada (Cesec) do município, para que a jovem, que já possui 18 anos, possa concluir o ensino fundamental. A inspetora também irá agendar para os próximos dias uma conversa com a professora agredida. De acordo com a direção da escola, ela está bem e deve retornar às atividades na próxima semana", acrescentou.

A SEE acrescentou que elabora um programa chamado "Convivência Democrática nas Escolas", que deverá reunir procedimentos para monitoramento e acompanhamento das pessoas envolvidas em atos de violência, vítima e agressor, e ainda traçar ações de prevenção para reduzir a vulnerabilidade de jovens e situações de violência física e psicológica.

2 comentários:

  1. MARIA ANGELICA DE MORAIS12 de setembro de 2015 22:40

    É MUITO INTERESSANTE. A PROFESSORA É QUE SE DÁ MAL PORQUE A AGRESSORA , APESAR DE JA TER 18 ANOS FOI LIBERADA E SERÁ MUDADA DE ESCOLA, OU SEJA, O PROBLEMA CONTINUA, SÓ VAI MUDAR DE LUGAR. DEVERIA RESPONDER PELO ATO E FICAR ATRÁS DAS GRADES.

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  2. Hoje em dia, a profissão professor, está cada vez mais escassa,as pessoas não percebem o quão é importante..Os alunos estão cada dia mais indisciplinados, professores perdem a vontade de dar aula, infelizmente, e fora que são mal remunerados

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