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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Vereador de Pitangui é apontado em suposto esquema de venda de Carteira de Motorista.


Homens dizem ter comprado documentos após indicação de político.
Márcio Antônio Gonçalves, Denguinho, desapareceu após denúncia.

Ricardo WelbertDo G1 Centro-Oeste de Minas
Márcio Antônio Gonçalves, o Denguinho, não foi encontrado pela polícia (Foto: Facebook/Reprodução)Márcio Antônio, o Denguinho, não foi encontrado
pela polícia (Foto: Facebook/Reprodução)
A Polícia Civil de Pitangui investiga a suposta participação de um vereador da cidade em um esquema de falsificação de Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O nome de Márcio Antônio Gonçalves, mais conhecido como Denguinho, de 47 anos, foi citado à polícia por pessoas que afirmam ter pago valores em dinheiro em troca de documentos falsificados. O G1 tentou contato com o vereador, mas o celular dele estava desligado ou fora da área de cobertura. Na Câmara Municipal, funcionários não souberam dizer onde ele estava. A expectativa é de que o político compareça à reunião do Legislativo, marcada para as 20h desta terça-feira (18).
De acordo com o Boletim de Ocorrência registrado pela Polícia Militar (PM), na noite desta segunda-feira (17) uma denúncia informou a localização de um homem que estava vendendo carteiras de habilitação. Em um restaurante às margens da BR-352, no Bairro Brumado, policiais abordaram o suspeito, de 39 anos, que se apresentou como agente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), mas não tinha qualquer documento que comprovasse o cargo.
Nos bolsos dele foram encontradas várias cédulas de R$ 50 e R$ 100. Ainda segundo a PM, ele disse que conseguiu o dinheiro com a venda de CDs. No carro do suposto agente foram encontrados vários comprovantes de depósitos bancários feitos em nomes de outras pessoas, alguns formulários do Detran preenchidos com nomes, CDs e cartões de crédito.
Ainda durante a abordagem, três homens - de 39, 50 e 69 anos, se aproximaram e disseram aos policiais que tentaram comprar CNHs falsas pelas mãos do homem abordado. Dois deles afirmaram que desembolsaram R$ 900 e, outro, R$ 700. O dinheiro seria apenas parte do total combinado com o estelionatário, que seria totalmente pago pessoalmente no local e data marcados para a entrega dos documentos encomendados.
De acordo com a polícia, o suspeito confessou que vendia unidades da CNH e confirmou que os valores que recebeu das vítimas eram parte do pagamento. O restante seria pago depois, quando os documentos ficassem prontos.
Envolvimento do vereador
Ainda segundo a polícia, durante o registro da ocorrência os homens, que afirmaram ter encomendado documentos, disseram que conheceram o falsário por indicação do vereador Márcio Antônio Gonçalves, o Denguinho, e que o político teria prometido ajudá-los a comprar as CNHs.
Conforme o boletim de ocorrência, o suspeito contou que foi procurado por Denguinho e um assessor parlamentar, de 22 anos. Os dois teriam dito ao suspeito que haviam tido "problemas" com um funcionário de uma autoescola em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, que seria o fornecedor das carteiras falsificadas.
Segundo a investigação, o fabricante estaria devendo R$ 12.500 ao vereador e ao assessor. O suspeito preso teria se comprometido a receber a quantia. Ainda segundo a polícia, o vereador Denguinho estava no restaurante onde o suspeito foi abordado. O assessor parlamentar foi visto dentro de um carro, perto do local, segundo a PM.
Pouco depois, um homem de 54 anos compareceu ao quartel da PM e disse que também havia pagado R$ 1.250 em dinheiro ao homem detido em troca de uma CNH. Na entrega do documento, ele pagaria o restante do valor combinado com o criminoso. O homem também disse à polícia que o suspeito ameaçou "prendê-lo" caso ele não pagasse o valor total. Policiais foram às casas do vereador e do assessor parlamentar, mas não os encontraram.
G1 telefonou para o celular de Denguinho, mas as ligações não foram completadas e, quando tocou, não foi atendida. A reportagem também entrou em contato com a Câmara Municipal, mas o atendente Oldair Luiz Vasconcelos disse que todos no local também estavam à procura do vereador para tentar entender o ocorrido, mas ele continuava desaparecido. "A expectativa é de que o vereador compareça à reunião marcada para as 20h desta terça-feira. A Presidência da Câmara ainda não tem um posicionamento oficial sobre o assunto", explicou o servidor do Legislativo.
O carro usado pelo suspeito detido foi removido para o pátio de um socorro em Nova Serrana. Os materiais encontrados foram apreendidos. Ao todo, foram apreendidos R$ 12.250 em dinheiro que estavam com o suspeito. A carteira de habilitação dele também foi apreendida junto com vários outros documentos pessoais.
Investigação
Como a Delegacia de Polícia Civil em Pitangui não tem plantão durante a madrugada, os envolvidos e os materiais apreendidos foram encaminhados à delegacia em Nova Serrana, onde o caso foi registrado. Nesta terça-feira o inquérito foi encaminhado ao fórum de Pitangui, onde o caso já é alvo de investigação.

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