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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Mil inquéritos de crimes virtuais são investigados.

Pornografia infantil, calúnia e estelionato estão entre os eventos mais registrados


O número de crimes cibernéticos tem crescido de forma alarmante no Brasil, segundo especialistas. Graças à disseminação cada vez maior da internet, crimes como pornografia infantil, furtos, difamação e calúnia têm se tornado comuns. Nos últimos sete anos, mais de 3,1 milhões de denúncias envolvendo quase 500 mil sites criminosos foram registradas pela Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, vinculada à associação SaferNet Brasil, que acompanha esse tipo de crime no país. Somente em Belo Horizonte, duas delegacias especializadas investigam atualmente mil inquéritos.
“O crime cibernético é uma realidade assustadora, e estamos em uma situação de desconforto quando consultamos os dados da SaferNet. A impressão que se tem é que os criminosos supõem que a internet é uma terra de ninguém, sem leis ou regulamentos, e se sentem à vontade para praticar diversos crimes”, analisa o promotor de justiça Joaquim José Miranda Junior, doutor em ciências jurídico-sociais e atualmente corregedor geral do sistema penitenciário federal.
Segundo ele, existe hoje uma grande rede de pedofilia se expandindo pelo país, além de golpes de estelionato em geral, envolvendo principalmente vendas de produtos na internet que não são entregues ao consumidor. Crimes como calúnia, difamação, ameaças e injúrias são frequentes.
“É preciso que as autoridades abram os olhos para entender que a criminalidade na internet é um grande desafio”, alerta o promotor.
Ocorrências. Em Minas Gerais, a realidade não é diferente. De acordo com o delegado César Matoso, da Delegacia Especializada de Crimes Cibernéticos, as ocorrências recebidas pela polícia no Estado são crescentes em função da própria evolução da rede. “Com um acesso crescente de pessoas, crescem também os problemas decorrentes da má utilização da internet”, afirma.
Legislação. Promotor Joaquim Junior defende que autoridades atuem contra crimes na internet
Fonte: O Tempo

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