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terça-feira, 21 de maio de 2013

Senador que teve carteira roubado em virada em São Paulo faz apelo no palco para que ladrão a devolvesse.

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No palco de Daniela Mercury, o senador Eduardo Suplicy pediu para que devolvessem seus pertences


Fonte: Boainformacao.com.br

Um fato que chamou atenção de todos que participaram da virada cultural em São Paulo foi o furto da carteira do Senador Eduardo Suplicy do PT. O ocorrido ganhou uma repercussão ainda maior, em razão da iniciativa da cantora Daniela Mercury, que chamou o Político para o palco e fez um apelo aos “afanões” para que devolvessem pelo menos os documentos do parlamentar apelo atendido imediatamente.

O Fato grave se não fosse trágico chegaria a ser cômico, mas reserva em si algumas reflexões que devemos pontuar: Primeiro, é a “socialização” da violência, ela realmente chega a todas as classes econômicas e sociais; depois, nem os políticos, que na verdade têm a primazia de modernizar e adequar o arcabouço Jurídico pátrio à realidade da população, estão livres do flagelo da violência e da criminalidade, vide os graves fatos ocorridos recentemente com a filha do Vice Governador de São Paulo e atual Ministro da microempresa, Guilherme Afif Domingues, que reagiu a uma tentativa de sequestro e teve seu carro alvejado por tiros, sorte ser o veículo blindado. Fato também grave e semelhante foi a tentativa de roubo e invasão de sua residência, sofrida pelo Deputado Estadual de Minas Gerais Duílio Genari; ocorrida no mês passado, quando a autoridade Parlamentar saiá de manhã de sua casa em Sete Lagoas para ir ao trabalho.

Em todos esses casos não se observou a solução dos mesmos por parte das Polícias tanto na prevenção quanto na apuração, o que traria para a população que fica atônita com a veiculação dessas notícias, uma sensação de segurança e confiança no estado.

No caso do Senador, por exemplo, a iniciativa veio do apelo de um artista, que absurdamente sub-rogou e substituiu o Estado dando pronto atendimento e providência na demanda de um cidadão, vítima que por um acaso era um Senador da República, absolutamente surreal.

Não obstante o relevante alcance social e cultural e econômico apurado em mais uma edição, a virada cultural de São Paulo, teve um saldo negativo de duas mortes, vários “arrastões” ( furtos e roubos qualificados) dezenas de feridos e várias prisões. A prefeitura reclamou da falta de planejamento e escassez de efetivo por parte da Polícia Militar. Essa por sua vez, através de seu comando disse ter feito o usual possível. Esse conflito de responsabilidades na verdade não resolve a vida do cidadão paulistano e por que não dizer do Brasil, destacando o cosmo populismo da capital paulista que abriga turistas do país e também de várias partes do mundo. No mundo contemporâneo e globalizado de hoje, não se pode mais admitir que para se realizar um evento cultural e/ou social de grande alcance e proporção, não se assente antes, Autoridades Municipais, Estaduais e Federais através de suas agências deliberem e planejem o evento, sob seus mais variados aspectos considerando seus reflexos e impactos, mormente sob ponto de vista da segurança, do transporte e mobilidade, vigilância sanitária, risco e socorrismo, impacto ambiental e de vizinhança. Bem como retorno social, cultural e econômico, “empurrar com a barriga” a responsabilidade da ineficiência e desintegração não resolve o problema e nem evita a repetição das falhas nos próximos. Será que o exemplo da tragédia de Santa Maria no RS, cujas chamas ainda ardem nas mentes e nos corações do povo brasileiro, não foi o bastante? A segurança em eventos públicos não é dever apenas das forças Policiais, ou órgãos do poder Público é na verdade um compromisso de todos, mas sem planejamento eficiente e profissionalizado, é melhor até o que o evento não aconteça.

Denílson Martins é Presidente do SINDPOL/MG Pós-Graduado em Criminologia e Conselheiro Nacional de Segurança Pública.

Um comentário:

  1. um meio de comunicação que se preze, é aberto a críticas... já fiz várias crítica aqui, quando julguei necessário, assim como fiz elogios quando entendi plausível.
    No entanto, nunca vi um comentário negativo exposto. Ditadura?! Logo você que expõe uma imagem de sindicalista...

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