Postagem em destaque

Caminhão da Micapel explode após bater em guarita da Polícia Rodoviária Federal, em Neves

Um caminhão bitrem pegou fogo após colidir em uma guarita da Polícia Rodoviária Federal na manhã deste domingo no km 507 da BR-040, no ba...

quarta-feira, 6 de março de 2013

Vereadores mineiros podem ficar sem salarios


Ex vereador Experidiao Porto defendia a redução dos salarios para o pizo dos professores do municipio.

                   

Justificativa para manutenção dos vencimentos é a ajuda aos eleitores
Publicado no Jornal OTEMPO em 06/03/2013
Avalie esta notícia » 
2
4
6
8
LUCAS PAVANELLI
  • Notícia
  • Comentários(37)
  • Compartilhe
  • Mais notícias
A
A
FOTO: LEO FONTES
Discurso. O governador Antonio Anastasia defendeu, no evento, uma revisão do pacto federativo
Foi em clima de lamentação que cerca de 800 vereadores de diversas cidades mineiras chegaram a Belo Horizonte para participar do III Congresso Mineiro de Vereadores. Os parlamentares demonstraram preocupação com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 35, que prevê a extinção dos salários para parlamentares de municípios com menos de 50 mil habitantes.

Se aprovada a proposta, de autoria do senador Cyro Miranda (PSDB-GO), apenas 66 das 853 cidades de Minas Gerais - 7,7% do total de municípios no Estado - continuariam a remunerar seus vereadores. Em todo o país, quase 5.000 Câmaras deixariam de pagar salários a seus representantes. Em uma palavra, os vereadores do interior de Minas definiram a proposta: injusta.

"O vereador é a válvula de escape do prefeito, porque é mais próximo
 da população. É ele quem está na linha de frente", afirmou Antônio Marcos 
(DEM), que exerce o terceiro mandato seguido na cidade de Passa Vinte, 
no Sul de Minas. O município tem 2.079 habitantes, e cada vereador
 recebe R$ 1.182 líquidos, conforme Marcos. "Até a legislatura passada, 
eram R$ 800", reclamou.

Quem também não gostou do projeto do senador goiano foi Maria Augusta 
Pereira (PMDB), uma das cinco vereadoras de Ilicínea, também no Sul do
 Estado. A peemedebista disse que, em cidades pequenas, é comum que 
parte do salário dos vereadores (que, no caso dela, é de R$ 1.700) seja empregado em benefícios para a população. "Nas cidades pequenas, 80% do trabalho é para atender a anseios de moradores, como, por exemplo, bancar a gasolina para levar gente ao hospital. O salário é importante", afirmou Maria Augusta.

O presidente da Câmara de Andradas, no Sul, Hamilton Raimundo (PSD),
 afirma que, por ser técnico em prótese dentária, o salário de R$ 2.278 "nã
o faz muita diferença", mas que isso pode ocasionar uma "menor vontade 
de muitos vereadores" em se candidatar. "Se é para tirar de um, tem que t
irar de todo mundo. Deputados, senadores, governadores", afirmou.

Apoio. O presidente da Câmara de Belo Horizonte, Léo Burguês (PSDB), s
aiu em defesa dos vereadores presentes. "Eu gostaria que quem votar nessa 
proposta fosse aos municípios pequenos ver o trabalho do vereador", afirmou 
Burguês, para quem o Legislativo tem sido "atacado".

O vice-prefeito de Belo Horizonte, Délio Malheiros (PV), que já foi vereador, 
engrossou o coro. "Não podemos pensar que o vereador seja obrigado a 
trabalhar sem receber. Ele tem que, além de legislar e fiscalizar, atender a 
demandas de moradores", disse.






PALANQUE
Burguês diz que Aécio é solução
Foi durante o discurso do presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Léo Burguês (PSDB), que o palco do Congresso Mineiro de Vereadores virou palanque eleitoral.

Contrariando o discurso do senador Aécio Neves (PSDB)de que é a presidente Dilma Rousseff (PT) quem tenta antecipar o calendário eleitoral e que governa pensando na reeleição, Burguês lançou, ali mesmo – e para uma plateia de 800 "cabos eleitorais" – o nome de Aécio Neves à Presidência.

O vereador tucano aproveitou a ocasião para levantar uma das bandeiras de Aécio – um tema que é quase unânime entre os parlamentares municipais: o pacto federativo e o déficit no repasse de verbas da União para os municípios.

De acordo com o vereador, que foi aplaudido efusivamente pelos colegas, "Minas Gerais tem a solução para o pacto federativo: o nome de Aécio Neves para a Presidência". Mais tarde, desconversou sobre estar fazendo o papel de cabo eleitoral do pré-candidato do PSDB.

"Eu acho que a discussão dos temas nacionais é natural para os grandes lideres. O Aécio Neves já discute o pacto federativo, a redistribuição de renda para os municípios. É natural que ele cobre posicionamentos da presidente da República", defendeu.

O governador Antonio Anastasia (PSDB) também criticou o que chamou de "federação centralizada", embora sem citar nomes ou partidarizar a questão. "É uma característica que veio com a evolução da federação, desde a Constituição de 1988", criticou. (LP)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

O espaço de comentários do blog são moderados. Não serão aceitas as seguintes mensagens:
Que violem qualquer norma vigente no Brasil, seja municipal, estadual ou federal;
Com conteúdo calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade, ou que desrespeite a privacidade alheia;
Com conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas; acusações sem provas, citando nomes de pessoas, se deseja fazer algum tipo de denúncia envie por e-mail que vamos averiguar a veracidade das denúncias, sendo esta verdadeira e de interesse coletivo será divulgada, resguardando a fonte.
Com linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica;
De cunho comercial e/ou pertencentes a correntes ou pirâmides de qualquer espécie; Que caracterizem prática de spam;
Fora do contexto do blog.
O Blog do Experidião:
Não se responsabiliza pelos comentários dos freqüentadores do blog;
Se reserva o direito de, a qualquer tempo e a seu exclusivo critério, retirar qualquer mensagem que possa ser interpretada contrária a estas regras ou às normas legais em vigor;
Não se responsabiliza por qualquer dano supostamente decorrente do uso deste serviço perante usuários ou quaisquer terceiros;
Se reserva o direito de modificar as regras acima a qualquer momento, a seu exclusivo critério.