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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Chute da porta coloca Gil Rugai no local do crime, diz perito.



Adriano Yonamine diz que chute que arrombou área da casa foi dado por Gil.
Ex-seminarista responde pela morte do pai e da madrasta ocorrida em 2004.

Marcelo Mora e Paulo Toledo PizaDo G1 São Paulo
Júri de Gil Rugai ocorre desde 13h15 no Fórum da Barra Funda, em São Paulo (Foto: Adriano Lima/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo)Júri de Gil Rugai ocorre desde 13h15 no Fórum da Barra Funda, em São Paulo (Foto: Adriano Lima/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo)
O segundo perito a ser ouvido como testemunha no julgamento de Gil Rugai foi enfático ao apontar que uma pegada na porta da casa das vítimas foi deixada pelo estudante e ex-seminarista. Para Adriano Iassmu Yonamine, testemunha de acusação, as perícias realizadas onde Luiz Carlos Rugai e Alessandra de Fátima Troitino foram mortos apontaram “a presença inequívoca de Gil Rugai” no local do crime.
O julgamento foi interrompido às 21h desta segunda-feira (18) e será retomado às 9h30 de terça-feira (19).

O réu, segundo o perito, teria desferido um chute que arrombou a porta de uma sala de TV, na qual Luiz Carlos Rugai teria se refugiado para evitar ser morto. “Não resta dúvida que o chute foi desferido pelo réu.”

Na ocasião, o chute desferido deixou a impressão do solado de um sapato, marca essa que foi objeto de estudo por parte da perícia. Os testes realizados apontaram ao menos três compatibilidades relacionadas à presença do réu no local do crime.

De acordo com Yonamine, Gil Rugai, com base em sua altura e compleição física, seria capaz de desferir o chute na altura em que deixou a impressão do solado na porta. Além disso, a impressão do solado era compatível com o tamanho do pé do réu, o que foi apontado em análises realizadas em sapatos do acusado. 
Em terceiro lugar, exames de ressonância comprovaram que Gil Rugai apresentava uma lesão no terço médio do pé direito.  “Os profissionais consultados atestaram que essa lesão só é provocada mediante forte impacto”, disse Yonamine.

O perito contou que chegou a ligar para o ex-professor de jiu jitsu do réu para saber se ele teria condições de dar tal chute e arrombar a porta. “Ele (o professor de jiu jitsu) disse que o réu tinha força suficiente para dar o chute”, afirmou o perito.

Devido às compatibilidades relacionadas ao réu apontadas pelos laudos, Yonamine afirmou que não tem dúvidas de Gil Rugai estava presente no local no dia do crime. “Tudo isso converge para o réu. Coincide mesmo, encaixa perfeitamente. É certeza (que o réu deu o chute), porque todos os elementos apontam para ele”, declarou.
A defesa de Rugai mostrou um vídeo de realidade virtual feito com auxílio da perícia do Instituto de Criminalística. No filme, é apresentado o solado do sapato que seria de Rugai e a sola do réu. Mas, em vez de utilizar um sapato do pé direito, a simulação usou um esquerdo.
"Foi um lapso nosso", disse Yonamine ao ser confrontado com o equívoco. "Continuo afirmando que foi o pé dele (Rugai), porque (o vídeo) é virtual", disse Yonamine. O advogado Feller rebateu: "Ele ficou três anos preso por esse erro".
Cronologia do caso Gil Rugai (Foto: Arte/G1)
Mais cedo, o perito Daniel Romero Munhoz, professor de medicina legal, confirmou que o réu tinha uma lesão no pé após o assassinato de seu pai e de sua madrasta. A testemunha, porém, evitou apontar o que causou tal machucado. “Eventos dos mais variados podem causar esse tipo de lesão. Seria temerário chutar coisas aqui", respondeu após ser questionado pelo pelo advogado Thiago Gomes Anastácio, defensor de Rugai.
Para a acusação, a lesão foi causada por um chute na porta da casa das vítimas. No local do crime foi encontrada a marca de um pé. A defesa do ex-seminarista questionou se o perito chegou a ligar a porta arrombada à lesão no pé do jovem. O médico afirmou que fez exames somente no réu, e não na cena do crime, que é de responsabilidade do Instituto de Criminalística. “Não tinha porta nenhuma para examinar, só o pé dele”, disse.
O perito contou que, à época do exame, perguntou a Rugai se ele havia sofrido alguma lesão nos membros inferiores. Apesar da negativa, uma tomografia encontrou indícios de que o jovem havia sofrido impacto no pé. “O exame mostrou edema de natureza contusional [...] Pelas características, era uma lesão aguda, de provavelmente algumas semanas.”
Durante o depoimento do médico, que durou cerca de uma hora, o réu observou com atenção seus defensores, a testemunha e, à vezes, o plenário lotado do fórum.

Depoimentos
A primeira testemunha ouvida no julgamento estudante e ex-seminarista Gil Rugai é o homem que trabalhava como vigia na rua onde o crime ocorreu. No começo da tarde desta segunda-feira (18), diante do júri, ele confirmou ter visto o réu saindo da casa junto com outra pessoa na noite de 28 de março de 2004.
Por causa de ameaças, ele disse que se arrepende de ter contado o que viu ainda durante as investigações.

Considerado testemunha protegida, ele não teve o nome divulgado pelo Tribunal de Justiça. Em seu depoimento, o vigilante disse ao juiz Adilson Paukoski Simoni que viu Gil Rugai sair da casa onde foram mortos o pai e a madrasta por volta das 21h no dia do crime, acompanhando de uma pessoa.
O promotor Rogério Leão Zagallo, então, perguntou se ele foi pressionado pelo delegado que acompanhou o caso a dar esta declaração. O vigia negou.

A testemunha contou que foi incluída no Programa Estadual de Proteção a Testemunhas (Provita), juntamente com sua mulher, após receber ameaças, há seis anos. Segundo ele, um carro tentou atropelar sua esposa e filhos.

Zagallo perguntou ao vigia se ele se arrependeu de ter dito à polícia que viu Rugai saindo da casa onde ocorreram as mortes. “Me arrependo porque prejudicou minha família”.
O advogado Thiago Anastácio, que defende o acusado, tentou desqualificar a versão do vigia ao questioná-lo sobre diversos pontos. A defesa começou a fazer testes de percepção com a testemunha, perguntando se todo mundo na rua poderia ouvir os tiros. “O fato é que o senhor estava a 80 metros e ouviu os tiros e o outro vigia estava a 20 metros e não relatou isso.”

O vigia respondeu que não estava na guarita no momento dos tiros. A defesa argumentou que toda a perícia foi feita com base na guarita, e que agora a testemunha mudou a versão. Os advogados de Gil Rugai perguntaram sobre os disparos. O vigia contou que pensou, inicialmente, que se tratava de bombinhas e só descobriu que eram disparos quando a polícia chegou. O defensor rebateu, questionando por que o vigia se escondeu atrás de uma árvore por causa de bombinhas.

O vigia também entrou em contradição quanto ao sexo das pessoas que saíram após os disparos. Inicialmente, o homem contou que viu dois homens; depois, que não sabia qual o gênero da dupla.
“Há dez segundos perguntei se era um homem e uma mulher, e o senhor disse que não sabia. O que o fez mudar de ideia?”, perguntou o advogado. “Saíram duas pessoas lá de dentro”, foi a resposta da testemunha. O advogado mais uma vez rebateu perguntando como o vigia conseguiu identificar o suspensório sob o casaco e não distinguiu se eram dois homens ou um homem e uma mulher.
Casa onde ocorreu crime em Perdizes, na Zona Oeste (Foto: Arquivo/Kleber Tomaz/G1)Casa onde ocorreu crime em Perdizes,
na Zona Oeste (Foto: Arquivo/Kleber Tomaz/G1)
O julgamento 
O julgamento começou com atraso de mais de 3 horas, por volta das 13h15 no Fórum da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulox. Um problema na instalação de um dos computadores atrasou o início dos trabalhos. O réu, que nega ter matado o pai e a madrasta, em 2004, disse ao chegar para o júri que tenta manter a calma.
 
Caberá a sete jurados – cinco homens e duas mulheres, escolhidos por sorteio - decidirem, a partir das provas da acusação e da defesa, se Gil Rugai matou ou não pai, Luiz Carlos Rugai, e a madrasta Alessandra de Fátima Troitino.Além do homicídio, o réu também é acusado de estelionato. O processo tem 19 volumes, com 200 folhas cada um. Recentemente, a defesa acrescentou 1,8 mil folhas com provas que atestariam que o estudante não cometeu o crime.
O réu, que atualmente tem 29 anos de idade, responde ao processo em liberdade, mas já chegou a ficar preso por dois anos. Na tentativa de despistar a imprensa, a defesa do réu colocou o irmão de Gil Rugai, que se parece muito com o acusado, para passar próximo aos repórteres e organizou a entrada do réu por uma porta lateral, acompanhado da mãe.
O que alegam defesa e acusação no caso Gil Rugai
 DefesaAcusação
Horário do crimeDisparos foram entre 21h54 e 22h13, quando ele estava no escritório dele, longe da cena do crime. Ligações telefônicas comprovam álibiTiros ocorreram entre 21h15 e 21h30, quando Gil Rugai não comprovou onde estava e não apresentou álibi
Motivo do crimeRelacionamento de Gil Rugai com pai e madrasta era bom e não houve desfalques financeiros na empresaDesviou mais de R$ 100 mil da produtora do pai, que o expulsou de casa
Pegada na portaBorrão não é do estudante, que não teria força suficiente para arrombá-laPolícia Técnico-Científica concluiu que borrão na porta arrombada da residência das vítimas era do estudante. Praticante de artes marciais, teria força para derrubar a porta, segundo um de seus professores de jiu-jitsu. Radiografia no pé do réu mostrou que ele teve fissura na região compatível com golpe aplicado na porta
Arma do crimePolícia Civil ‘plantou’ a pistola, ameaçou testemunhas e ‘mexeu’ na cena do assassinato para incriminar Gil RugaiPistola PT 380 foi encontrada na caixa de retenção de água pluvial do prédio onde o acusado mantinha escritório da sua produtora
Crime
O casal foi morto com 11 tiros na residência em que morava na Rua Atibaia, em Perdizes, na Zona Oeste da cidade. No mesmo processo pelo homicídio, Gil Rugai responde ainda a acusação de ter dado um desfalque de mais de R$ 25 mil, em valores da época, à empresa do pai. Razão pela qual havia sido expulso do imóvel cinco dias antes do crime. Ele cuidava da contabilidade da ‘Referência Filmes’.
Contra o réu, a Promotoria diz ter como provas: a arma do crime, achada no prédio onde Gil Rugai mantinha um escritório e uma pegada na porta da casa das vítimas que foi arrombada pelo assassino. Quem acusa é o promotor do caso, Rogério Leão Zagallo.
O julgamento de Gil Rugai já foi adiado por duas vezes, em 2011 e 2012, por causa de pedidos da defesa, que solicitou à Justiça a realização de um novo exame de DNA do sangue recolhido na cena do crime e do acusado. Além disso, pediu esclarecimentos de um perito.
O risco de um novo adiamento era possível. Para isso, as partes envolvidas no processo teriam de alegar algum problema para a realização do júri. Por exemplo, a ausência de alguma das testemunhas.
Apesar do vigia relatar ter visto Gil Rugai e uma outra pessoa não identificada saírem juntos da casa das vítimas na noite do crime, a Polícia Civil, só conseguiu apontar o estudante como o principal e único suspeito pelos assassinatos. A única pessoa investigada como suposta comparsa de Gil Rugai foi Maristela Greco, mãe do estudante. Mas como ela apresentou um álibi que convenceu os investigadores e foi descartada a participação dela no crime.
Em entrevista ao Fantástico em 2004, Gil Rugai negou ter matado as vítimas. "Nunca conseguiria fazer isso. Nunca conseguiria matar uma pessoa, imagina, é absurdo", disse o estudante naquela ocasião.
Arte Julgamento Gil Rugai (Foto: Arte G1)

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