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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

No Brasil, população carcerária mais que dobrou em dez anos


Em dez anos, a população carcerária brasileira teve um aumento de 112%, aponta pesquisa divulgada ontem pelo Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da Universidade de São Paulo (USP). Segundo o relatório, "o sistema prisional brasileiro continuou a ser, na década de 2000, um setor público dramaticamente atravessado por severas violações de direitos humanos". Uma das principais delas seria o déficit de vagas no sistema prisional.

O Brasil é o quarto país com o maior número de presos do mundo, atrás de Estados Unidos, China e Rússia. Segundo o documento, embora o crescimento da população carcerária tenha sido uma tendência mundial nas últimas décadas, o ritmo apresentado pelo Brasil foi "frenético e assustador". O país registrou aumento de 112% no número de detentos, de 233 mil em 2001 para 496 mil em 2010.

Essa elevação colocou o Brasil no primeiro lugar de um ranking de 15 países. Logo abaixo, ficaram a França, com 43% de aumento e a Itália, com 23%. Os EUA ficaram em 11º lugar, com 15% de aumento na década. O ranking não considera a China e a Rússia.

O crescimento da população carcerária, segundo o relatório, teria tido efeitos negativos na "garantia de condições básicas de detenção e de respeito aos direitos das pessoas presas". O déficit de vagas no sistema em 2000, segundo o estudo, era de quase 70 mil. Em 2010, ele subiu para quase 198 mil vagas.

Os dados fazem parte da pesquisa Atitudes, Normas Culturais e Valores em Relação à Violação de Direitos Humanos e Violência e foi feita pelo Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (USP)). Foram entrevistadas 4.025 pessoas em 11 capitais do país. O estudo compõe o 5º Relatório Nacional sobre os Direitos Humanos no Brasil 2001-2010.
 
Ação policial em passeatas é reprovada
São Paulo. Mais da metade da população brasileira acredita que a polícia não deve fazer nada ao ser acionada para acompanhar eventos como passeatas de estudantes ou professores e greve de operários. As informações são da Agência Brasil. O percentual de que defende que nada seja feito nessas ocasiões aumentou entre 1999 e 2010 e passou de 48,2% para 65,4% (em passeata de estudantes), de 53,1% para 58,2% (greve de operários) e de 62,2% para 68,1% (passeata de professores).

Os dados fazem parte da pesquisa da USP, que indica que a ideia de que a polícia deva prender os mais exaltados sem usar armas caiu nas três situações, ao passar de 46,4% para 31,4%, na passeata de estudantes; de 42,4% para 38%, na greve de operários e de 35,2% para 28,5%, na passeata de professores. Quando o tema é a resistência de camelôs durante a retirada de barracas, a pesquisa indicou poucas mudanças de opinião. Em 1999, 27,4% disseram que a polícia não deveria fazer nada e, em 2010, 28,7%.

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